Pesquisadores da Universidade Illinois de Chicago (UIC) desenvolveram uma técnica que consegue transformar o CO2 em combustível a partir da energia solar. A técnica simula a fotossíntese, processo de obtenção de energia realizado pelos vegetais.

Na técnica desenvolvida, o CO2 poderia ser convertido em combustível e utilizado em veículos e criaria um ciclo no qual o carbono na atmosfera é bombeado de volta para os carros. Os pesquisadores criaram uma folha artificial com celular solares, que através da energia do sol catalisa as reações químicas e consegue extrair uma forma de energia.

Vale lembrar que no início do ano passado, pesquisadores de Berkeley desenvolveram uma técnica semelhante, porém introduzindo bactérias geneticamente modificadas. A pesquisa elaborada pelos cientistas da UIC poderia mudar a forma com a qual conhecemos de produção de combustível hoje, além de poupar a emissão de mais poluentes na atmosfera.

Fonte: Olhar digital

De acordo com o boletim do setor, País tem 2,6 GW contratados, com previsão de entrada em operação até 2018

O Brasil deve integrar o ranking dos 20 maiores produtores de energia solar em 2018. A expansão do uso do recurso no País, bem como a potência de 2,6 GW de geração centralizada, já contratada, vão colaborar para que a meta seja alcançada.

A informação está no boletim “Energia Solar no Brasil e no Mundo – Ano de Referência – 2015”, publicado pelo Ministério de Minas e Energia (MME). A publicação aponta que, em 2014, foram contratados 31 projetos em leilões (890 MW) e, em 2015, 63 projetos (1.763 MW). Ambos totalizaram 2.653 MW de capacidade instalada.

Entre os países com maior potência instalada estão: China, Estados Unidos, Alemanha, Japão e Itália. O grupo responde por 68% do total mundial nessa fonte. Em 2015, a China alcançou o 1º lugar no ranking mundial de geração e os Estados Unidos ficaram em 2º, ambos superando a Alemanha, líder do ranking em 2014.

Oferta mundial

Até o final de 2015, todos os países do mundo computavam uma potência instalada solar fotovoltaica de 234 GW, considerando também a expansão de 52 GW no ano.

De acordo com dados da Agência Internacional de Energia (IEA), a geração solar poderá responder por cerca de 11% da oferta mundial de energia elétrica em 2050 (5 mil TWh). A área coberta por painéis fotovoltaicos capaz de gerar essa quantidade é de 8 mil km², o equivalente a um quadrado de 90 km de lado.

Para 2024, a estimativa do Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE-2024), é que a capacidade instalada de geração solar no Brasil chegue a 8.300 MW. A proporção da geração solar chegará a 1% da total. Os estudos do PDE 2025, em elaboração, sinalizam a ampliação dessas previsões.

Geração distribuída

O número de instalações solares distribuídas apresenta crescimento no Brasil. Em oito meses, essas instalações triplicaram no País, aproximando-se de 4000 unidades, com potência média de 7,4 KW.

Os estudos do Plano Nacional de Energia (PNE 2050), em elaboração pela Empresa de Pesquisa Energética, estimam que 18% dos domicílios de 2050 contarão com geração fotovoltaica (13% do consumo residencial).

Para ampliar ações de estímulo à geração distribuída, o Banco do Nordeste lançou uma linha de crédito para ampliar ações nessa área. O financiamento utiliza recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE) e tem prazo de pagamento de até 12 anos, com um ano de carência.

O crédito do Banco do Nordeste é destinado a empresas agroindustriais, industriais, comerciais e de prestação de serviços, além de produtores rurais, cooperativas e associações beneficiadas ou não com recursos do FNE.

Fonte: Portal Brasil, com informações do Ministério de Minas e Energia

O Brasil tem se consolidado nos últimos anos como uma das principais potências em energia solar na América Latina. Leilões Federais dedicados exclusivamente a esta fonte, somados à vocação natural do país para explorar este recurso – dada a sua localização geográfica – e a necessidade de o país diversificar sua matriz energética, são ingredientes que devem impulsionar ainda mais o setor nos próximos períodos.

Para promover as tecnologias e aplicações da energia solar no país, será realizada a exposição e conferência Intersolar South America 2016, de 23 a 25 de agosto no Expo Center Norte, em São Paulo. A intersolar, que este ano completa 25 anos percorrendo o mundo para promover este mercado, receberá nesta sua 5ª edição sul-americana empresas, profissionais e usuários para debater tendências, realizar negócios e trocar conhecimentos sobre os desenvolvimentos tecnológicos desse mercado, métodos de produção eficientes, formação profissional na área, financiamento e planejamento de projetos, e apresentar soluções, entre outras atividades.

Para esta edição, são esperados mais de 100 expositores, nacionais e internacionais, que vão apresentar novas tecnologias em células e módulos fotovoltaicos de silício cristalino e de filmes finos, componentes de sistemas FV, tecnologias de baterias, rastreamento solar e sistemas de montagem, entre outras soluções.

De acordo com Mônica Carpenter, diretora da Aranda Eventos, empresa organizadora, a Intersolar South America é realizada em um momento oportuno, quando estão em pauta as melhorias estruturais que o país tanto necessita no campo da energia. “A Intersolar será o ambiente ideal para a discussão, por um lado, da expansão das grandes usinas solares no País e, por outro, da mudança de paradigma que representa o avanço da geração distribuída, em que o pequeno consumidor começa a abandonar sua condição passiva para produzir a própria eletricidade”, afirma a executiva.

Encontro Nacional de Instalações Elétricas – ENIE 2016

A edição deste ano da Intersolar South America será realizada de forma simultânea com o Encontro Nacional de Instalações Elétricas (ENIE), também nos dias 23 a 25 de maio. O evento, também composto por congresso e exposição, vai apresentar o que existe de mais avançado em tecnologia de instalações, equipamentos e sistemas elétricos prediais e industriais de média e baixa tensão e seus componentes, além de sistemas de iluminação interna, externa e pública. O evento reunirá projetistas, instaladores, construtoras, concessionárias de energia elétrica, fabricantes, distribuidores, consultores, prestadores de serviços, órgãos governamentais, institutos e instituições de ensino, usuários da indústria, do comércio e do terceiro setor.

Mercado de Energia Solar – Mesmo com Chile e México ainda liderando este mercado na América-Latina, o Brasil aparece como forte candidato a ser o principal protagonista do segmento no longo prazo. Para ratificar o bom momento do setor, o Brasil terá um novo leilão voltado à energia solar, o 1º Leilão de Reserva, marcado para julho – de acordo com anúncio feito pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE). Para esta edição, de acordo com a empresa, foram cadastrados 295 projetos que, juntos, irão ofertar 9.210 megawatts de potência instalada. Deste total, a Bahia se destaca com o maior número de empreendimentos cadastrados, com 61 unidades (1.593 MW). Em seguida vêm Piauí, com 42 projetos (1.430 MW), e São Paulo, com 44 projetos (1.328 MW). Outro Leilão deverá ocorrer em outubro. A projeção do Governo Federal é de que a capacidade brasileira deve chegar aos 110 GW em 2040.

Em 2015, o número de painéis fotovoltaicos instalados no Brasil cresceu substancialmente, em função do aumento nas tarifas de eletricidade, que sofreram incremento de até 50%. Outro ponto que cooperou para este avanço foram as mudanças na regulamentação, que permitiram aos consumidores implantarem sistemas fotovoltaicos em suas instalações e interligá-los à rede da distribuidora: gerando sua própria energia, eles podem até mesmo zerar sua conta de luz e ainda injetar energia excedente na rede, ficando com créditos para consumos futuros.

Em São Paulo, o Governo do Estado publicou em 2015 dois decretos que incentivam a mini e microgeração de energia elétrica solar e a produção de peças para a fabricação de módulos e outros produtos para energia fotovoltaica. Com esta medida, o Governo Paulista pretende atingir 69% de participação de fontes renováveis em sua matriz energética até 2020.

Já Minas Gerais figura como um dos estados que mais apresentam micro e miniusinas, geralmente instaladas nos telhados de residências e comércios. Além destes estados, Ceará, Pernambuco, Paraíba, Paraíba, Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul e Rio de Janeiro, regiões privilegiadas por suas posições geográficas, com incidência de sol praticamente o ano todo, também se movimentam para disseminar a tecnologia.

Mercado de trabalho

Outro destaque da energia solar é seu enorme potencial de geração de empregos. De acordo com estimativas de especialistas do setor, nos próximos 15 anos poderão ser gerados cerca de quatro milhões de postos de trabalho no Brasil, com trabalhadores especializados na fabricação de componentes, além de projetistas, integradores, instaladores e profissionais de manutenção de sistemas fotovoltaicos. Outro vasto campo que se abre, portanto, é o de formação de mão-de-obra na área.

Sobre a Intersolar

Com eventos em quatro continentes, a Intersolar é a principal série de feiras do mundo para o setor de energia solar e seus parceiros. Ela une pessoas e empresas de todo o mundo com o objetivo de aumentar a participação de energia solar no fornecimento de energia.

A Intersolar South America é a feira e conferência internacional para o setor de energia solar na América do Sul. O evento coloca no centro das discussões as áreas de energia fotovoltaica, tecnologias de produção FV, armazenamento de energia e tecnologias termossolares. Desde que foi fundada, a Intersolar se tornou a plataforma mais importante para fabricantes, fornecedores, distribuidores, prestadores de serviços e parceiros da indústria solar.

Com uma experiência de 25 anos, a Intersolar tem capacidade única de reunir os membros do setor de energia solar dos mercados mais influentes do mundo. As feiras e conferências da Intersolar são realizadas em Munique, São Francisco, Mumbai, Pequim e São Paulo. Desde 2014, esses eventos globais são complementados pelos “Intersolar Summits”, tendo lugar em mercados emergentes e em crescimento no mundo inteiro.

 

Fonte: www.pautas.incorporativa.com.br

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SAIBA MAIS AQUI

Saiba como a instalação do painel solar pode fazer você reduzir os gastos e conheça outras vantagens da energia gerada pela captação da luz do Sol

O uso da energia solar em residências é promessa de economia. Não é possível, no entanto, dizer com precisão em quanto a conta de luz será reduzida com a instalação dos painéis, pois isso depende de uma série de fatores, como a média de consumo mensal, a variação nos preços da energia e a imprevisibilidade do clima.

Apesar disso, é possível estimar a diminuição de gastos. Normalmente, a energia solar gera economia que varia entre 50% e 95%. Após algum tempo, que, em média, é de sete anos, o investimento acaba sendo pago automaticamente pelo dinheiro economizado com o corte de custos.

Gerar energia por meio de um painel solar é uma ótima opção no Brasil, pois o País é um dos que mais têm incidência de raios solares. Isso faz com que uma grande quantidade de energia esteja disponível para ser captada.

Outros benefícios

Além da economia diretamente relacionada à conta de luz, existem diversos outros benefícios relacionados ao uso da energia captada do Sol. Confira abaixo quais são e como eles se manifestam:

Energia limpa: este tipo de energia não causa poluição alguma durante sua utilização. A fabricação de um painel solar pode poluir, mas essa questão é facilmente controlável e não causa maiores impactos ao meio ambiente.

Manutenção: a necessidade de realizar manutenções no painel solar faz com que este equipamento acabe gerando não somente a economia na conta de luz, mas também evite gastos extras com eventuais consertos.

Melhora nos equipamentos: com o passar do tempo, o painel solar vai se tornando um equipamento cada vez mais potente. Além disso, o preço vem se tornando mais acessível, fazendo com que este modelo se torne mais viável economicamente.

Alcance: em países como o Brasil, de clima tropical, este modelo energético é capaz de alcançar praticamente todo o território. Portanto, a energia solar torna-se excelente para locais mais afastados dos centros de produção de energia, pois a redução na procura faz com que a perda de energia no caminho seja diminuída.

Fonte: Economia – iG 

https://www.youtube.com/watch?v=kxKZC6_BUao&feature=youtu.be&app=desktop

O Mandalay Bay Convention Center, prédio localizado em Las Vegas, possui a maior área de telhado com placas solares da América. A extensão consiste em 26 mil painéis individuais e produz energia suficiente para abastecer 25% do próprio centro de convenções. Os outros dois maiores cassinos, Venetian e Wynn, também declararam a instalação de painéis solares no telhado para economizar nas contas de energia elétrica.

Além disso, o estado de Nevada, nos Estados Unidos, está investindo ambiciosamente em soluções de energia solar. A perspectiva é produzir um quarto (1/4) da eletricidade que o estado consome até 2025.

Mas não são só Cassinos que investem em sustentabilidade. A icônica Rota 66, também nos Estados Unidos, está sendo testada para gerar energia substituindo o asfalto por painéis solares na pista. Segundo a fabricante das placas solares para a estrada, a energia elétrica produzida através do sol pela Rota 66 seria três vezes maior do que o consumo desta nos Estados Unidos.

Fonte: Engadget

Quem passa pelo pequeno Zhidou EEC L7e-80 não consegue ficar indiferente. Exposto em um shopping de Fortaleza, o minicarro chama a atenção das pessoas para os testes com os veículos que farão parte do sistema de carros compartilhados em implantação na cidade. A principal novidade do modelo é o fato de ser 100% elétrico.

“É um carro muito pequeno, ocupa um espaço bem menor na cidade. Poderia colocá-lo em qualquer lugar. Dá vontade de levar para casa. Quando eu e meu filho o vimos, disse que ele daria certinho para a gente”, conta o professor Assis Oliveira, de 41 anos.

O edital de chamada pública para escolher a empresa responsável pela implantação e operação do sistema foi lançado em janeiro e tinha como exigência a utilização de carros elétricos. Além do Zidhou, com capacidade para duas pessoas (motorista e carona), há também o BYD e6, mais espaçoso e que leva cinco pessoas. Ambos são importados da China e operam com placa de testes e experiência (placa na cor verde), pelo fato de ainda não serem homologados no Brasil.

O engenheiro da Prefeitura de Fortaleza responsável pelo projeto, Sued Lacerda, explica que a fase de testes serve exatamente para chamar a atenção da população e também para que os futuros usuários se familiarizem com os modelos e com a forma de funcionamento do sistema. “Esta fase está sendo muito positiva. A população está muito curiosa e boa parte está interessada e procurando informações no estande. Já temos quase 200 cadastros. Eu acompanhei um usuário e ele ficou muito satisfeito e curioso pelo fato de o carro não fazer muito barulho. Gostou também da praticidade de o carro ser automático.”

Os testes são feitos no modelo BYD e6. O estudante Wilker Ferreira Diógenes fez seu cadastro no shopping e, em seguida, já entrou no carro para dar uma volta pelo estacionamento. As portas do veículo são destravadas por um aplicativo e o carro começa a funcionar ao apertar em um botão na lateral do volante. As informações sobre a carga da bateria e o consumo em quilowatts (kW) são alguns detalhes que aparecem no painel digital. A bateria do modelo leva três horas para carregar completamente e tem autonomia de 250 quilômetros.

Além do câmbio automático, outra diferença do BYD e6 em relação aos carros convencionais é a localização do freio de mão, que, na verdade, fica do lado do pé esquerdo. Pela força do hábito de dirigir carros com embreagem, Wilker acabou acionando o mecanismo sem querer (por conta da baixa velocidade com que o veículo trafegava, o acionamento do freio de mão não gerou nenhum dano aos ocupantes). Por conta desses detalhes novos, o teste com os carros antes de ser um usuário efetivo do sistema é obrigatório.

Para o estudante, que possui veículo próprio, os carros compartilhados serão especialmente úteis nos fins de semana, quando ele reúne os amigos para ir a festas ou a praias. “Geralmente, eu ando com muitas pessoas e nem todas cabem em um carro. Eu ando com seis, sete, oito pessoas. Eu pegaria o carro compartilhado para dividir as pessoas entre o meu carro e o carro elétrico”, explica.

Em agosto, começa outra fase do sistema, que é a operação assistida: serão instaladas cinco estações e sete carros estarão disponíveis. Segundo Lacerda, esse será um momento de continuar dando suporte aos usuários e ajustando os detalhes de funcionamento do sistema, que vai operar de forma completa a partir de 1º de setembro com 12 estações e 20 veículos, sendo 15 Zhidou e 5 BYD.

A taxa de adesão ao sistema será de R$ 40, que serão convertidos em crédito e cobrados mensalmente. Os primeiros 30 minutos de uso custarão R$ 20. Depois desse período, o usuário será cobrado por minuto: para até 60 minutos adicionais, por exemplo, cada minuto custará R$ 0,80. O preço do minuto cai à medida que o usuário permanece por mais tempo com o veículo.

A integração e diversificação dos modais de transporte é um dos principais objetivos do sistema de carros elétricos compartilhados. A escolha dos locais onde as estações serão instaladas, segundo o Lacerda, levou esse e outros fatores em consideração.

“Os raios das estações alocadas contemplam muita densidade populacional e de comércio, diversidade de meios de transporte e estações de bicicletas compartilhadas. A ideia é ofertar um novo modo de transporte na pegada sustentável, tanto para quem não tem um carro como para quem pretende se desprender da necessidade do carro próprio.”

Fonte: Agência Brasil

Aeronave pousou no Cairo, a penúltima etapa da viagem.
Jornada que começou em março de 2015 vai terminar em Abu Dhabi.

O avião movido a energia solar completou a penúltima etapa da viagem de volta ao mundo que começou no dia 9 de março de 2015.

O Solar Impulse II pousou na manhã desta quarta-feira (13) no Cairo, depois de pouco mais de 48 horas de uma viagem iniciada em Sevilha, na Espanha.

A capital egípcia é a última escala antes de seguir pra Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, onde a jornada começou e deve terminar.

Fonte: G1

A distribuidora Light, que atende parte do Rio de Janeiro, pediu à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) uma revisão extraordinária de tarifas após sofrer elevadas perdas financeiras por atrasos em pagamentos pelo governo fluminense e em meio a um forte aumento em furtos de energia e inadimplência dos clientes.

A empresa alegou que a tarifa pleiteada significaria alta de cerca de 1% para os consumidores, mas ajudaria a melhorar sua atual situação de “profundo desequilíbrio econômico-financeiro”, segundo documento ao qual a Reuters teve acesso.

O endividamento da Light fechou março perto dos limites acertados junto aos credores, mesmo após uma renegociação do limite para a alavancagem em novembro do ano passado.

Atualmente a dívida líquida da Light, controlada pelo grupo mineiro Cemig, representa 4,24 vezes a geração de caixa da companhia medida pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda), ante teto de 4,25 vezes.

O pedido de reajuste extraordinário foi feito em uma reunião da empresa com a Aneel na última quinta-feira, quando a Light afirmou à agência que também tem sofrido com um aumento da necessidade de investimentos em função da realização dos Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro neste ano.

DÍVIDAS DO PODER PÚBLICO

Em apresentação feita durante esse encontro, a Light disse ainda que possuía cerca de R$ 500 milhões em faturas atrasadas junto a clientes do poder público em março de 2016, o que tem prejudicado a geração de caixa da concessionária.

No mês passado, o Estado do Rio de Janeiro decretou calamidade pública em razão da grave crise financeira, com previsão de déficit esse ano nas contas estaduais de R$ 19 bilhões e a perspectiva é que ele se mantenha perto desse patamar pelo menos até 2020.

A Light não é a única empresa do setor elétrico no Estado a sofrer com a situação.

Uma fonte do setor disse à Reuters que a Ampla, distribuidora controlada pela italiana Enel que atua em parte do Rio de Janeiro não atendida pela Light, também tem sofrido com calotes por parte de governo e algumas prefeituras do Rio de Janeiro.

“Os débitos do Governo do Estado do Rio de Janeiro com a Ampla têm aumentado nos últimos anos, assim como também tem crescido a dívida de alguns governos municipais da área de concessão da empresa”, disse a fonte, sob condição de anonimato.

FURTOS

Na reunião com a Aneel, a Light estimou também que teve uma perda de R$ 100 milhões em sua geração de caixa do ano passado somente devido ao aumento dos furtos de energia registrado na sequência de uma alta de mais de 50% nas tarifas de eletricidade do Brasil.

O tarifaço, atribuído principalmente aos efeitos de uma seca sobre a geração hidrelétrica do país, ainda teria levado a perdas de R$ 90 milhões para a Light com a decorrente desaceleração do consumo dos clientes, além de outros R$ 86 milhões devido ao aumento da inadimplência.

Não há previsão de quando o pedido de reajuste extraordinário da Light poderá ser analisado pela Aneel.

No primeiro trimestre, o regulador negou pedidos semelhantes da AES Eletropaulo e da Ampla.

Procurada, a Light não comentou imediatamente.

 

Fonte: Oglobo.globo.com

Governo libera licença para instalação de parque de energia solar no Norte de Minas

O governo de Minas Gerais concedeu, ontem, a licença de instalação da Usina Solatio Brasil Gestão de Projetos Solares Ltda, na cidade de Pirapora, no Norte de Minas. A liberação garante um investimento da ordem de R$ 6 bilhões, por parte do grupo, na instalação de todo o sistema de geração de energia fotovoltaica no estado.

O projeto consiste na implantação de um parque solar fotovoltaico composto por 10 usinas de 30 MW cada, totalizando 300 MW; linha de transmissão de 9,2 km e 138 kV; área de manutenção de 0,6 ha e subestação de 1,5 há e 138 kV, compartilhada por todas as usinas localizadas na Fazenda Marambaia, em Pirapora.

Essa foi a segunda fase do processo para implantação do empreendimento. A primeira foi a licença prévia, concedida em junho de 2015. De acordo com o secretário-adjunto de Estado de Meio Ambiente, Germano Luiz Gomes Vieira, é importante destacar que, na fase de licença prévia, o Copam publicou deliberação normativa dando poderes ao órgão ambiental para “reduzir ou aumentar a classe do empreendimento em razão dos impactos positivos no meio ambiente”.

Em maio deste ano, foi montada uma equipe interdisciplinar, com profissionais no Norte de Minas e de Belo Horizonte para analisar o processo. A terceira etapa desse processo é a Licença de Operação, que, neste caso trata da rede de distribuição.

Fonte: uai.com.br

Para o ministro Fernando Coelho Filho, o segmento de geração solar fotovoltaica é fundamental para a matriz energética brasileira.

O governo brasileiro está estudando formas de impulsionar a geração solar fotovoltaica no País, afirmou o ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, nessa quinta-feira (30) na abertura do Brasil Solar Power, no Rio de Janeiro.

Para o ministro, o segmento de geração solar fotovoltaica é fundamental para a matriz energética brasileira e novas formas de incentivar o setor devem ser perseguidas, para que o segmento não fique dependente apenas dos leilões.

“O Brasil compete com outras oportunidades, não há sol só no Brasil, o sol existe em muitos outros países. Se não criarmos um ambiente mais competitivo, mais favorável, o recurso encontra rentabilidade em outro local e isso é tudo que não queremos nesse momento”, disse o ministro.

A expansão da geração solar distribuída – quando a energia é gerada no centro de carga, podendo ser gerada até mesmo pelo próprio consumidor – é uma das possibilidades que se descortinam para a indústria solar no país, disse Coelho Filho.

Além disso, o MME estuda formas de viabilizar financiamentos para a geração distribuída, inserido nos estudos do ProGD, lançado pelo ministério no final do ano passado com parceria da Associação Brasileira da Indústria Solar Fotovoltaica (Absolar).

Segundo o ministro, o MME já está dialogando com o Ministério das Cidades para que seja analisada a possibilidade do FGTS como uma das fontes de financiamento desse segmento.

A expansão da geração de energia renovável terá especial atenção do MME, defendeu o ministro: “O compromisso com as fontes renováveis não é somente um compromisso da Absolar, mas sim um compromisso da minha geração. Minha geração tem compromisso com as fontes de energia de baixo carbono”, afirmou.

Fonte: Portal Brasil