Com sistemas de geração de energia solar instalados em 11 lojas em Minas Gerais, a Raia Drogasil economizou 69.000 reais nos últimos cinco meses.

O consumo mensal de eletricidade nessas farmácias, que ficam nas cidades de Belo Horizonte e Uberlândia, caiu pela metade, segundo a empresa.

Pelo projeto, a luz do sol é transformada em elétrica por usinas fotovoltaicas fornecidas pela Axis Renováveis.
As duas empresas assinaram um contrato de 12 anos. Até o fim desse período, a Raia Drogasil deve poupar cerca de 850.000 reais com gastos com energia nas unidades em que os sistemas já estão instalados.

O parque tem capacidade para abastecer o equivalente a 158 residências por mês.

“Ele terá capacidade mensal de produção de 27.836 kWh de energia, evitando a emissão de 47 toneladas de CO2 na atmosfera por ano”, diz em nota Rodrigo Marcolino, sócio da Axis.

O plano é estender a iniciativa para outras lojas da Raia Drogasil.

“Nosso objetivo vai além da redução de custos, queremos também diminuir tudo aquilo que impacta o meio ambiente”, afirma Milton Alvim, diretor de engenharia e manutenção da empresa.

Paralelo a esse programa, a companhia instalou aparelhos que otimizam o fluxo de energia elétrica em 700 de suas unidades. Com eles, conseguiu uma redução de 14% no consumo de energia nos últimos oito meses.

Presente em 18 estados, a rede tem hoje cerca de 1.330 pontos de venda no país.

Nos últimos 12 meses findos em junho, ela teve uma receita bruta de 10,6 bilhões de reais. A companhia é líder no setor, tanto em faturamento, quanto em número de unidades.

Fonte: Exame

O material criado em laboratório imita a estrutura de um mineral russo descoberto nos Montes Urais – e pode ser o segredo para tornar a energia solar mais barata e eficiente.
Para a energia solar dominar o mundo, faltam duas coisas: que ela seja mais barata e que seja mais eficiente. As duas coisas devem ficar mais fáceis graças a uma nova descoberta da Universidade Columbia.

Um dos principais obstáculos para baratear a energia solar é que os painéis fotovoltaicos, feitos de silício muito fino, são difíceis de fabricar. Qualquer nanodefeito de fabricação faz com que a energia se dissipe antes de ser absorvida como eletricidade. E, no melhor dos casos, de toda a energia que chega no painel, só 25% consegue ser aproveitada.

Mas existe um grupo de cristais, que imita a estrutura química da Perovskita, um mineral encontrado na Rússia, que pode solucionar tudo isso. Os cristais de Perovskitas Híbridas Orgânico-Inorgânicas são bem mais simples de produzir que as células de silício.

O mais importante, porém, é que esse cristais são naturalmente cheios de “defeitos”. Mas mesmo assim, ao contrário do que acontece no silício, os elétrons simplesmente desviam dos defeitos e seguem seu caminho. Esse mecanismo de eficiência e “proteção” da energia era um mistério até muito recentemente.

O novo artigo publicado pelos pesquisadores de Columbia descreve que a formação de “pólarons” – fenômenos que desaceleram os elétrons – faz com que a energia não se dissipe mesmo com defeitos na célula solar.

Para os cientistas, a descoberta desse mecanismo significa que dá para aumentar em muito a eficiência das células feitas de materiais como esses cristais. Nos últimos 7 anos, os cientistas conseguiram dar um up no aproveitamento de energia em células solares feitas com esse material, de 4% para 22%.

Por enquanto, ainda não é suficiente para alcançar o silício. A questão é que, por mais que a tecnologia das células de silício siga melhorando, o máximo de energia solar que elas podem converter em eletricidade é 33% – esse é teto, um limite que não dá para ultrapassar.

Já para as Perovskitas Híbridas Orgânico-Inorgânicas, o limite é muito mais alto – a estimativa atual é que a eficiência máxima do material seja de pelo menos o dobro, 66% de energia convertida.

Mas nem tudo são prós – o grande contra do novo material é que o cristal mais eficiente para a energia solar contém chumbo e é solúvel em água. O risco é que essas células possam dissolver e contaminar o ambiente com metais pesados.

A proposta dos cientistas de Columbia para contornar isso é tentar replicar o mecanismo de eficiência que eles observaram nos cristais em outros materiais menos agressivos ao ambiente. Aí quem sabe a energia possa ser “ensolarada” de vez.

Fonte: Superinteressante

Oferta de energia eólica no País passou de 2%, em 2014, para 3,5%, em 2015, segundo Empresa de Pesquisa Energética (EPE)

Mesmo com a crise econômica dos últimos anos, alguns setores da economia conseguiram superar o cenário desfavorável e apresentaram até mesmo expansão da produção. Foi o caso do setor de energia renovável.

Um levantamento da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), mostra que a participação de renováveis na matriz energética brasileira passou de 39,4% em 2014 para 41,2% no ano passado. No caso da oferta de energia eólica, a variação foi de 2% para 3,5% na comparação entre 2014 e 2015; já a de energia solar passou a representar 0,01% da matriz renovável em 2015.

“O setor ficou praticamente imune à crise. Toda a economia sofreu o efeito da recessão, mas as gerações eólica e solar conseguiram manter uma atividade robusta. Com a redução da demanda, teve de haver um ajuste nessa situação, mas sem retrocesso, pois já houve um esforço para diversificar a matriz. Assim, aconteceu uma geração de investimentos, mantidos por conta do credenciamento da demanda, que permitiu esse cenário”, explicou o consultor da FGV-Energia, Paulo César Cunha.

A energia renovável abrange modalidades como a geração por biomassa, a hidráulica, lenha, carvão mineral, eólica e solar e se caracteriza pelo baixo custo de implantação, o que torna o setor ainda mais atrativo para investidores. Segundo Cunha, os investimentos no setor chegam a US$ 30 bilhões por ano.

Em dez anos, esse tipo de energia renovável cresceu no País, passando de 2,8% de toda a oferta de energia interna em 2004 para 4,1%, em 2014, de acordo com o Ministério de Minas e Energia. O governo federal, por meio do Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES), investiu mais de R$ 155 bilhões em forma de financiamento para 769 inciativas de energias renováveis no período de 2003 a 2015. Somente na energia eólica, foram mais de R$ 18 bilhões em financiamento.

A EPE avaliou que a redução na oferta interna de petróleo e derivados contribuiu para a maior participação das renováveis na matriz por conta da substituição das fontes energéticas de modo a atender a demanda por energia.

Além disso, para incentivar a expansão do setor de renováveis, o Ministério de Minas e Energia promove leilões de energia. Para este ano, dois leilões estão previstos em setembro e dezembro, como forma de garantir um mercado consumidor e escoar a produção energética.

“O setor se desenvolveu por conta da política industrial alternativa para a diversificação da matriz”, avaliou Cunha.

Segundo estudo da FGV-Energia, o crescimento mais expressivo da produção de energias renováveis teve um impulso a partir dos anos 2000. Desde então, a indústria do setor já movimentou US$ 260 bilhões em todo o mundo.

A principal fonte de geração de energia elétrica do País ainda é a hídrica, que corresponde a 61,3% da produção, seguida pela produção a partir de combustíveis fósseis (17%), biomassa (8,7%) e eólica (5,9%). É o que aponta o último balanço da Aneel divulgado em agosto deste ano.

Segundo o Ministério de Minas e Energia, o objetivo do governo é aumentar em 23% a participação de fontes renováveis na matriz energética até 2030, para se adequar aos compromissos assumidos pelo Brasil durante a COP-21. Na ocasião, reuniram-se em Paris representantes de 195 países para discutir questões climáticas.

Entre os países que fazem parte do Brics (Brasil, Rússia, China, Índia e África do Sul), o Brasil é o que tem a maior participação de energia renovável na matriz de geração elétrica. De acordo com o relatório “Energia no Bloco dos BRICS” (2015), as fontes renováveis representaram 73% da geração de energia elétrica do País, em 2014. Nos demais países do grupo, esse percentual varia de 2% a 22%, na China.

Fonte: Portal Brasil, com informações do Ministério de Minas e Energia, Aneel e FGV-Energia

Um grupo de pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) desenvolveu o primeiro ônibus 100% elétrico do país movido por energia solar, captada por um sistema instalado no telhado do laboratório de pesquisa. Além de não emitir poluentes, a tecnologia permitirá uma economia de R$ 2 mil mensais em combustíveis.
O ônibus, que deve começar a rodar no início de novembro em Florianópolis, foi idealizado como uma estação de trabalho móvel, com Wi-fi, para o deslocamento diário de professores e alunos entre o campus da Trindade e o laboratório no Norte da Ilha, no Sapiens Parque, no bairro Canasvieiras.

Neste trajeto, de 50 quilômetros, ida e volta, o custo com deslocamento, no caso de um sistema convencional que usa diesel para as quatro viagens feitas pelos pesquisadores diariamente, seria de aproximadamente R$ 100 diários, o que corresponde a R$ 2 mil mensais.
Otimização
Todos os dias, o grupo gasta cerca de uma hora neste percurso e a ideia do projeto é também otimizar o tempo no trânsito. Segundo a universidade, o ônibus foi adquirido com recursos do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), depois de uma licitação.

No total, de acordo com os pesquisadores, foram investidos R$ 1 milhão no projeto, além das parcerias com as empresas WEG, Marcopolo e Eletra Bus.

“A grande novidade do projeto é que se trata de um veículo que será movido por energia proveniente do Sol, limpa, renovável, inesgotável e gratuita. O sistema fotovoltaico que fornecerá energia ao ônibus está integrado ao telhado do nosso laboratório, no Sapiens Parque”, explicou o pesquisador Júlio Dal Bem, membro do Grupo de Pesquisa Estratégica em Energia Solar da UFSC.

Sem poluentes
Segundo o estudioso, um ônibus com consumo médio de 670 litros de diesel por mês emite cerca de 3,9 toneladas de CO2. Em um ano, a emissão chega a 46,8 toneladas de CO2.
Conforme Dal Bem, um estudo do Instituto Totum e da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ), da Universidade de São Paulo em parceria com a Fundação SOS Mata Atlântica, apontou que cada árvore da Mata Atlântica absorve 163,14 kg de gás carbônico (CO2) nos primeiros 20 anos de vida, o que seria uma média de 8,1 kg de CO2 por ano.
“Precisaríamos de quase 5,8 mil árvores para resgatar o CO2 emitido por um ônibus urbano comum em um ano de operação”, complementou o pesquisador.
Montagem
Segundo Dal Bem, o sistema de tração foi desenvolvido pela WEG para fornecer ao ônibus recarga em rede com microgeração distribuída com painéis fotovoltaicos. A aplicação ocorreu em conjunto com a Marcopolo, que fabricou o veículo, bem como com a Eletra, responsável por instalar e integrar o sistema de tração elétrico e as baterias de lítio.

O primeiro ônibus elétrico do Brasil foi construído em um projeto da Mitsubishi Heavy Industries, do Japão, com a empresa Eletra Bus, de São Bernardo do Campo, informou Dal Bem. O veículo foi chamado de E-Bus e rodou por dois anos pelos corredores de ônibus da cidade.
Ao fim do projeto, toda tecnologia trazida ao Brasil pela empresa, como importação temporária, precisava ser devolvida ao Japão ou doada a uma instituição pública de ensino. Assim, carregador e baterias foram entregues à UFSC, depois que o E-Bus foi desmontado.

Aplicabilidade
“O grande problema em colocar um veículo dessa natureza em operação está na infraestrutura elétrica para carregamento. Ultimamente, temos sido sobretaxados nas contas de energia elétrica como uma forma de estimular a redução no consumo e pagar as despesas de geração com termoelétricas, que é uma energia mais cara e mais poluente, ao invés de investir em fontes limpas e renováveis”, comentou.
Dal Bem explica que a dificuldade em desenvolver este ônibus em larga escala esbarra também na infraestrutura do país.
“É exatamente o mesmo problema que dificulta a entrada de veículos elétricos no mercado nacional. Um ou outro veículo elétrico conectado à tomada não é um problema, mas 1 milhão deles, 1% da frota nacional de veículos, já implicaria em um impacto considerável no consumo de energia elétrica e previsão de infraestrutura elétrica”, complementou.

Funcionamento
A previsão é de que o ônibus passe a noite no Sapiens Parque conectado à tomada, para recarga lenta e completa das baterias. Em um primeiro momento, haverá estação de recarga apenas no Sapiens Parque, pois a infraestrutura elétrica da UFSC não comporta um carregador rápido para o veículo.
“Estamos conduzindo projetos de pesquisa para o desenvolvimento de carregadores com acumulação intermediária de energia que drenam lentamente energia da rede e armazenam temporariamente em baterias estáticas, que exigem baixa potência da rede elétrica, sem sobrecarregar a infraestrutura. Os carregadores permitem uma transferência rápida da energia acumulada nas baterias para as baterias do ônibus”, disse o estudioso.
Conforme Dal Bem, o ônibus permanecerá conectado ao carregador por cerca de duas horas após cada percurso de ida e volta.

Fonte: G1

No município de Nossa Senhora do Socorro, localizado na Grande Aracaju, o comerciante José Augusto Silva instalou um sistema fotovoltaico (energia solar), na mercearia da família e reduziu a conta de energia em 98,5%.
No mês de junho, o consumo gerou um pagamento de R$ 1.120,24, já na fatura que será paga no início de setembro estão sendo cobrados apenas R$ 17,30. “Estou muito satisfeito com a economia ao final do mês, além de economizar, ainda estou contribuindo com o meio ambiente, produzindo energia limpa”, conta José Augusto, que instalou o sistema em casa há menos de três meses.
“Além de economizar, ainda estou contribuindo com o meio ambiente, produzindo energia limpa”
José Augusto, comerciante
O resultado foi atingido com a instalação de 40 placas no telhado do estabelecimento, capazes de gerar 2000 kWh/mês, que custaram no bolso do comerciante R$ 65 mil reais. Valor alto? “Diante da economia que senti no bolso faria tudo outra vez”, declara o comerciante, que deverá ter o retorno do investimento em até cinco anos.
No município de Nossa Senhora do Socorro, o comércio é o único estabelecimento com um sistema de energia fotovoltaica. “Meus vizinhos ficaram impressionados como essas placas ajudaram a reduzir a conta”, diz José Augusto.
O comerciante é um dos seis clientes cadastrados na distribuidora de energia elétrica no estado (Energisa), utilizando energia solar no sistema de compensação. Com isso, o excedente em kWh produzido é repassado para a concessionária como forma de empréstimo gratuito e compensado na conta do cliente no mês posterior.

Execução do Projeto
O projeto foi o primeiro com essa dimensão instalado por uma empresa da capital sergipana, que há cerca de dois anos registra maior procura por este tipo de energia, mas o preço elevado do equipamento ainda é a maior barreira enfrentada pelos consumidores.
“Toda a cotação do equipamento é feita em dólar e ainda existe muita burocracia. Ainda assim, alguns comerciantes têm nos procurado com certa frequência”, afirma o empresário Fábio Veríssimo.
O sistema mais simples que atualmente a loja dispõe funciona com seis placas capazes de gerar 1200 kWh/mês, a um custo entre R$ 10 mil e 12 mil reais. “O equipamento é ideal para uma residência como sistema monofásico que o consumidor paga entre R$ 250 e R$ 300 de conta por mês”, explica o engenheiro elétrico Volney Barreto.

Solicitação do sistema
Para instalar o sistema fotovoltaico é necessário ter um projeto analisado pela distribuidora de energia, além de contratar um profissional habilitado para desenvolver o projeto elétrico dentro das normas estabelecida por ela.
“O tempo de análise de projeto é de 15 dias para microgeração sem a necessidade de obras, 30 dias para microgeração com a necessidade de obra, 30 dias para minigeração sem a necessidade de obra e 60 dias para minigeração com a necessidade de obra”. Explica o assessor de comunicação da Energisa, André Brito.

Benefícios
Para os ambientalistas, além da economia no bolso do consumidor, a energia solar é limpa, renovável e traz inúmeros benefícios como a redução na emissão de CO2. Uma usina solar de 100MWp, por exemplo, é capaz de gerar energia para 20 mil casas e evitr o lançamento de 175 mil toneladas de CO2.
Eles também acreditam que se a energia solar fosse adotada pela maioria da população, seria desnecessário construções de usinas hidrelétricas, como a Belo Monte, no Pará, que inundou uma imensa área da floresta amazônica.

Fonte: G1

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) deve apresentar em duas semanas suas novas políticas de financiamento a energias renováveis, disse a jornalistas nesta terça-feira a presidente da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica), Elbia Gannoum, após participar de evento do setor no Rio de Janeiro.

“Em duas semanas vão publicar a condição operacional do banco para o setor de renováveis e de eólica”, disse Elbia, que contou ter participado de reunião no BNDES na segunda-feira.

Segundo ela, o banco apresentou a possibilidade de que as regras não devem prever redução na proporção de investimentos financiada pela instituição, mas sim uma busca por parceiros privados nas operações.

Até 2024, cerca de 1,2 milhão de residências no Brasil devem ser autossuficientes na geração de energia por meio de placas fotovoltaicas, segundo previsão da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Atualmente, apenas 4.432 unidades têm essa matriz energética em todo o país.
Em alguns condomínios, a instalação já vem sendo discutida em assembleias de moradores, mas a mudança ainda é desestimulada pelo custo de implantação do equipamento. Na disputa com investimentos em reforma e segurança e reformas, a energia solar fica sempre para depois.
Especialistas apontam a necessidade de subsídio do governo para a aquisição. Com valor em torno de R$ 7,5 mil, uma placa é suficiente para abastecer apenas uma casa de até três cômodos, sem geladeira ou ar-condicionado. Os governos federal e estadual ainda não apresentaram um plano de estímulo ao consumidor. Uma alternativa é a construção de condomínios solares. O investidor compra ou aluga lote e recebe em troca a energia equivalente à produção da concessionária.
“A instalação das placas já foi discutida em um dos condomínios que administro, mas custaria R$ 50 mil. Sabemos que o valor vai ser recuperado, mas as taxas de condomínio sempre são comprometidas com despesas urgentes”, pondera a síndica profissional Eunice Ribeiro. “Há um grande potencial de aproveitamento da energia solar em residências, mas o custo ainda é alto e o poder público tem que buscar meios de viabilizar a aquisição”, sustenta o professor Luiz Antônio Azevedo dos Santos, do curso de engenharia da faculdade Área 1.
O relativo alto custo de investimento inicial de um sistema de captação solar pode desestimular. “O interesse na energia solar é grande, mas a adesão ainda é pouca”, explica o gerente comercial da Satrix, na Bahia e Sergipe, Pablo Miranda. A empresa do Ceará realiza instalação de sistemas de geração de energia a partir de fontes renováveis.
Contudo, alguns empresários e moradores fizeram as contas e optaram pela energia solar. Com o objetivo de reduzir as despesas mensais, a Clínica Oftalmoclin, localizada nos Barris, instalou o sistema composto por placas de captação de luz e conversores de energia elétrica. O espaço, que possui 1,2 mil m² e 102 funcionários, tem uma fatura, aproximadamente, 40% menor do que antes. “A conta era de R$ 9 mil. Agora, pagamos R$ 5 mil”, explica o gerente administrativo Alexandre Guerra, contando que o investimento no sistema foi de R$ 78 mil.
Nova matriz
De acordo com dados da Aneel, 60% da atual geração de energia do Brasil é produzida em usinas hidrelétricas. O Ministério de Minas e Energia prevê o esgotamento do potencial hidrelétrico entre 2025 e 2030. Com isso, a energia solar se configura como opção não só para um futuro próximo, mas também para o presente.
Felizmente, não é preciso ter a placa voltaica no imóvel para consumir energia solar. O pesquisador húngaro Csaba Sulyok, vinculado à Escola Politécnica da Universidade Federal da Bahia (Ufba), está planejando a implantação do Cosol – Condomínio Solar, onde se pode comprar ou alugar um lote com placas. A energia gerada é enviada à Coelba, que supre o investidor. O projeto ainda depende de recursos. “Já temos um terreno em vista, mas estamos fazendo crowdfunding (financiamento coletivo”, afirma.
“Os condomínios solares podem, sim, vir a representar uma excelente alternativa para a geração compartilhada e o autoconsumo remoto da energia elétrica no Brasil. Isto já ocorre em outros países, como é o caso da Alemanha, que possui bairros solares produzindo quatro vezes mais energia elétrica do que consome”, declarou o engenheiro Antônio Geraldo Ferreira, analista técnico do Crea-BA.
O valor inicial é recuperado, em média, em cinco anos. Além disso, o usuário não fica exposto às oscilações das tarifas. Apenas em 2016, o aumento médio da conta de luz realizado pela Coelba foi de 10,72%.
Placas no telhado
As placas precisam ser posicionadas no telhado que, no caso de um prédio, é compartilhado entre todos os moradores. “Mas um cliente que mora em um apartamento na Pituba instalou o sistema em sua casa de praia, em Guarajuba, e usa a energia produzida nos dois lugares”, conta o gerente da Satrix.
A transferência de um ponto para o outro é possível através de um acordo de compensação firmado com a Coelba antes do início da produção. Desta forma, pode-se consumir a energia elétrica gerada pelas placas em uma residência e obter desconto em duas contas de luz. Para que não haja comercialização de energia, os dois endereços precisam estar registrados com o mesmo CPF.
O engenheiro eletricista e de meio ambiente Mário Borba Trindade, 57, possui há 13 anos placas que capturam o calor do sol e aquecem a água do chuveiro. O sistema, que custou em torno de R$ 1,1 mil, ajuda a reduzir a conta de luz. Na casa de 380 m², onde quatro pessoas moram, Trindade paga R$ 250, em vez dos R$ 500 de antes.
“Ele não possui custo de manutenção. Apenas limpo a poeira que se acumula, que reduz a eficiência ao tornar o vidro opaco”, diz sobre o sistema que consiste nas placas e em um reservatório onde fica armazenada a água quente.

Fonte: UOL Notícias

Já no Ambiente de Contratação Livre (ACL), onde são os consumidores que compram energia diretamente dos fornecedores, houve um aumento de 10,6%

Entre os dias 1º e 16 de agosto, a geração e o consumo de energia elétrica no Brasil tiveram um crescimento de 0,1%, na comparação com igual período de 2015. Os dados são do boletim da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).

No Sistema Interligado Nacional (Sin), o consumo de energia teve redução de 3,3% (58.970 MW médios) no mercado cativo, onde os consumidores são atendidos pelas distribuidoras. Já no Ambiente de Contratação Livre (ACL), onde são os consumidores que compram energia diretamente dos fornecedores, houve um aumento de 10,6%.

Nos ramos da indústria que são monitorados pela CCEE, que inclui autoprodutores, consumidores livres e especiais, há um resultado preliminar positivo de consumo nos setores de comércio (44,3%), serviços (31,8%) e alimentos (26,1%). Os setores que registraram queda no consumo em agosto foram os de extração de minerais metálicos (-17,1%) e transporte (-2,6%).

Fonte:

Bandeira amarela prevê extra de R$ 1,50 a cada 100kWh consumido

A falta de chuvas e uma queda menor no consumo de energia devem fazer com que as contas de luz do país voltem a ter bandeira amarela a partir de setembro, com a cobrança extra de R$ 1,50 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos. Desde abril, a bandeira está no nível verde, em que não há taxa extra nas contas. O sistema existe desde o início de 2015 para indicar aos consumidores que as condições de geração, por falta de chuvas ou outros motivos, está mais restrita. A intenção é que o apontamento leva os clientes a reduzirem o consumo, colaborando para o retorno da geração de energia aos custos mais baixos.

Outro argumento para se revisar a bandeira é o aumento do consumo projetado para o ano. Desde maio, o consumo de energia no país — apesar de ainda recuar em relação a 2015 — vem superando as projeções anteriores. Assim, uma necessidade de consumo maior do que a previsão anterior colabora com a indicação de possível escassez de energia.

O último elemento a apontar a mudança da bandeira é a situação dos reservatórios nos sistemas Norte e Nordeste,as condições do rio São Francisco e do Tucuruí estão críticas. Na sua última reunião, o Comitê de Monitoramento do Sistema Elétrico (CMSE) indicou que “ainda poderá ser necessário manter o despacho térmico por garantia de suprimento energético nos subsistemas Nordeste e Norte de forma a preservar os estoques das UHEs (hidrelétricas) Tucuruí e Sobradinho e operar as interligações com critérios de segurança adequados”.

— A bandeira amarela agora faz sentido. É normal que se tenha bandeiras amarelas todos os anos nos meses mais secos — disse a fonte, que prevê a manutenção da sobretaxa na conta até novembro, quando as chuvas voltam a ser mais intensas.

Procurada, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que determina a indicação mensalmente, informou que só se manifestará sobre a bandeira tarifária de setembro na data oficial para deliberação, 26 de agosto.

R$ 12 BI EM INVESTIMENTOS

O governo quer licitar até dezembro uma série de linhas de transmissão de energia cujas obras foram abandonadas pela espanhola Abengoa em novembro passado, em meio a uma crise financeira da companhia, disse ontem o ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, após reunião com empresários na Federação das Indústrias de São Paulo. De acordo com ele, a Aneel está conduzindo o processo, que exige primeiro a revogação das concessões da empresa para que estas sejam novamente oferecidas em leilão.

E, de acordo com o site G1, o ministro também informou que o governo espera gerar R$ 12 bilhões em investimentos com o leilão dos 25 lotes de linhas de transmissão em nove estados marcado para o dia 12.

Fonte: G1

A energia solar é a melhor forma de gerar energia sem agredir o meio ambiente e gerando muita economia para o seu negócio!

Não muito populares ainda no Brasil, os sistemas de energia solar são a solução ideal para gerar energia limpa economizando ao máximo as despesas energéticas de uma empresa ou residência.

Segundo o Portal Solar, site referência em Energia Solar no Brasil, uma empresa que investe em energia solar, ao longo de 15 anos, gera uma economia de R$2.000.000,00 em suas despesas com contas de eletricidade. Embora 15 anos possam parecer um longo período, deve-se levar em consideração que um painel de energia solar fotovoltaica possui uma garantia média de 25 anos, dependendo do fabricante e modelo escolhido. Esse mesmo sistema de energia solar usado no cálculo acima (sistema fotovoltaico de 120kWp no estado de Minas Gerais), começa a gerar lucro para a empresa em aproximadamente 5 anos e meio após o investimento.

Outro fator que deve ser levado em conta é a manutenção de um painel solar. Sabe-se que essa manutenção é praticamente nula, visto que o desgaste das peças de um painel solar é praticamente nulo. Além disso, devido a garantia das empresas e fabricantes, seu negócio possui uma margem de aproximadamente 25 anos sem se preocupar com quebras e prejuízos com o equipamento.

É interessante levar a energia solar em consideração devido à crise energética que vivemos atualmente. De 2010 a 2014, a conta de luz brasileira subiu mais de 30%. Países da Europa, América do Norte e da Ásia já investem em energia solar há mais de uma década, onde vêm conseguindo boas economias e evoluções com o meio ambiente. Mais informações sobre energia solar podem ser encontradas no Portal Solar.

Fonte: Terra Notícias

Anunciada há quatro anos pela presidente afastada Dilma Rousseff, a polêmica redução das tarifas de energia continua a gerar prejuízo para o consumidor.

Ontem, a diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) concluiu que a Chesf tem direito a receber indenização de R$ 5,1 bilhões por investimentos realizados em linhas de transmissão construídas antes do ano 2000. O valor será pago por meio da conta de luz.

Subsidiária da Eletrobrás, a Chesf pleiteava um valor de indenização maior, de R$ 5,6 bilhões, com base em um laudo técnico contratado pela própria empresa.

A conta de R$ 5,1 bilhões da Aneel tem como base a data de 31 de dezembro de 2012, ano em que o governo publicou a Medida Provisória 579, que prorrogou as concessões de geradoras e transmissoras em troca de uma redução de 20% nas tarifas.

A adesão de empresas da Eletrobras foi fundamental para que fosse possível reduzir as tarifas à época. Mas as empresas exigiram como contrapartida uma indenização por investimentos que, teoricamente, ainda não haviam sido totalmente recuperados. É esse dinheiro que a Chesf vai receber agora.

Entre as subsidiárias da Eletrobras, a Aneel já calculou uma indenização de R$ 9 bilhões para Furnas e de R$ 1 bilhão para a Eletrosul. Ainda falta concluir as contas sobre o valor devido à Eletronorte, que pleiteia R$ 2,9 bilhões.

A CTEEP tem direito a uma indenização de R$ 3,9 bilhões. Também faltam os valores devidos à Cemig, Copel e Celg. Juntas, todas as transmissoras alegam ter direito algo entre R$ 20 bilhões e R$ 25 bilhões.

A ideia inicial era que o Tesouro pagasse essas indenizações, retirando o custo da conta de luz. Mas o governo voltou atrás depois de gastar todo o dinheiro acumulado nos fundos setoriais, que somavam R$ 15 bilhões, com os pagamentos para geradoras, subsídios e programas sociais.

Para conter as tarifas em 2013 e 2014, a União fez aportes de R$ 20 bilhões, mas nem assim conseguiu evitar o tarifaço de 50% no ano passado.

Mas faltava uma solução para as transmissoras que aderiram ao pacote. Neste ano, o governo publicou uma portaria e decidiu que os valores entrarão na conta de luz a partir de 2017, diluídos em até oito anos.

Fonte: Jornal O Estado de S. Paulo.

Da Agência Ambiente Energia – O professor e PhD em Educação e Ciências Ambientais, Rodrigo Berté, de Curitiba, criou uma miniestação de tratamento do esgoto movida a energia solar que poderá ajudar a dar um destino sustentável aos dejetos que são comumente descartados irregularmente.

A estrutura é simples e não utiliza produtos químicos. A placa solar gera energia suficiente para fazer girar duas colmeias feitas de um plástico. O movimento constante possibilita o tratamento biológico e a formação de bactérias que degradarão o material sólido e melhorarão a qualidade para o lançamento em rios, parques e florestas.

Com o processo realizado na miniestação, os dejetos podem ser depositados em qualquer lugar, pois atendem as demandas do Conselho Nacional deMeio Ambiente (Conama) para lançamento em corpos hídricos. Berté afirma que a estrutura pode tratar todo o esgoto doméstico de quatro residências com até 12 pessoas. No total, a miniestação de tratamento custou cerca de R$ 7 mil.

Ainda em fase de testes, um protótipo da miniestação de tratamento de esgoto foi instalado em uma unidade de conservação com 70 mil metros quadrados em São Francisco do Sul, no litoral de Santa Catarina. O local recebe anualmente mais de dois mil visitantes.

Fonte: Ambiente Energia