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Tecnologia promete ajudar consumidores a usar energia renovável e de baixo custo com mais eficiência
A Nissan licenciou uma tecnologia para a APB Corporation que, segundo a empresa, permitirá a produção em massa de baterias de íon de lítio mais baratas e seguras e com maior capacidade de carga. Considerada a próxima geração de baterias de íon de lítio, a nova tecnologia é conhecida como bateria de polímero com estrutura bipolar. “Acreditamos que a ampla adoção dessa tecnologia contribuirá para o cumprimento das metas de desenvolvimento sustentável da ONU e ajudará a realizar uma sociedade sustentável de baixo carbono”, afirmou em comunicado Hideki Kimata, vice-presidente da divisão de estratégia corporativa e desenvolvimento de negócios da Nissan. 
A APB, localizada em Tóquio, planeja construir uma fábrica no Japão que usará a tecnologia da Nissan para fabricar esse tipo de baterias. Segundo a Nissan, a tecnologia aumenta a capacidade de carga em relação ao volume da bateria, além de elevar a segurança, substituindo eletrólitos líquidos por polímeros. A estrutura simplificada também reduz os custos, garante a empresa.
Em uma bateria totalmente de polímero com uma estrutura bipolar, o eletrólito líquido e os eletrodos de metal usados nas baterias convencionais são substituídos por polímeros. A parte frontal e traseira da célula da bateria são feitas de um coletor de corrente de polímero.
A expectativa é de que o uso convencional de baterias estacionárias com essa tecnologia promova o uso de eletricidade de baixo custo, como a energia renovável de painéis solares ou eletricidade comprada da rede fora do horário de pico, com um investimento inicial menor. Como resultado, as comunidades locais podem limitar o uso de eletricidade nos horários de pico e usar a energia de maneira mais estável e eficiente, além de reduzir o risco de blecautes devido a desastres ou falhas técnicas e contribuir para um fornecimento de energia mais seguro e limpo, projeta a empresa.
A Nissan começou a pesquisar e desenvolver baterias de íons de lítio no início dos anos 1990. Em 1997, lançou o modelo Prairie Joy EV, que começou a ser instalado em carros elétricos comerciais.
FONTE: FOTOVOLT

O Departamento do Interior e o BLM – Bureau of Land Management dos EUA anunciaram em 11 de maio a aprovação de um projeto para construção da maior usina solar dos Estados Unidos. A instalação de geração de energia solar fotovoltaica, localizada a cerca de 48 quilômetros a nordeste de Las Vegas, terá potência de 690 MW. O projeto, denominado Gemini Solar, é estimado em US$ 1 bilhão.
A perspectiva é de que o empreendimento proporcione investimentos em infraestrutura criando empregos e favorecendo a atividade econômica, além de expandir as energias renováveis, ajudando a cumprir as metas federais e estaduais de energia. “Apesar dos desafios do coronavírus, temos o prazer de ver que os EUA abrigarão em breve um dos maiores projetos solares do mundo. “A indústria solar é resiliente e um projeto como esse trará empregos e investimentos privados ao estado quando mais precisamos”, disse Abigail Ross Hopper, presidente e CEO da Solar Energy Industries Association em um comunicado divulgado pela Departamento do Interior. “A produção doméstica de energia em terras federais continua sendo fundamental para nossa segurança nacional”, afirmou Casey Hammond, vice-secretária adjunta do BLM.
Espera-se que o projeto seja construído em duas fases. A primeira deverá entrar em operação em 2021, com a conclusão prevista para 2022. A perspectiva é que as receitas federais sejam superiores a US$ 3 milhões anuais ao Tesouro dos EUA, e que a construção do empreendimento recrute, em média, de 500 a 700 trabalhadores, injetando cerca de US$ 712,5 milhões na economia local durante a construção.
As instalações solares projetadas incluem linhas de transmissão áreas e subterrâneas de 34,5 kV, uma instalação de operação e manutenção, três subestações, vias de acesso internas e ao longo da usina, uma estrada perimetral, tanques de armazenamento de água para proteção contra incêndio, recursos de controle de drenagem e melhorias nas instalações existentes da NV Energy para apoiar a interconexão, entre outras medidas. O projeto também inclui um sistema de armazenamento de 380 MW, que será capaz de armazenar mais de 1400 MWh.
O empréstimo bilionário para cobrir despesas do setor elétrico e conter efeitos da pandemia da covid-19 tem potencial para ser muito maior do que os valores em discussão, que giram em torno de R$ 15 bilhões a R$ 17 bilhões, e provocar uma nova pressão sobre a conta de luz e até mesmo um “tarifaço”. O Estadão/Broadcast teve acesso ao conteúdo da minuta do decreto que o governo deve publicar nos próximos dias e que regulamenta a Medida Provisória 950, que isentou os consumidores baixa renda do pagamento da conta de luz e possibilitou a tomada de um novo financiamento para distribuidoras.
No texto, o financiamento é chamado de Conta-Covid, uma referência à pandemia do novo coronavírus. Entre os itens que serão cobertos estão taxas de uso de rede; pagamento da tarifa de Itaipu; cotas de Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), que cobre subsídios e descontos tarifários; exposição involuntária das distribuidoras; encargos contabilizados na Conta de Compensação de Variação de Valores de Itens da Parcela A (CVA); encargo de energia de reserva (EER); e os reajustes que foram postergados nas últimas semanas por 90 dias e que entram em vigor apenas em julho. O modelo da Conta-Covid é semelhante ao da antiga Conta-ACR, que repassou empréstimos de R$ 21 bilhões em 2014 e e 2015 durante a última crise do setor elétrico. Na época, as distribuidoras receberam recursos para comprar energia cara no mercado de curto prazo. O pagamento foi repassado às tarifas dos consumidores regulados já em 2015 e quitado apenas em setembro do ano passado, aumentando a conta de luz em 6% por ano durante o período.
Na minuta de decreto, os valores serão homologados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e a conta será administrada pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). A exemplo do empréstimo anterior, o empréstimo também será repassado às contas de luz dos consumidores e será pago por meio de um encargo tarifário.
FONTE: O Estado de S. Paulo
Devido aos impactos econômicos provocados pela pandemia da Covid-19, o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) prorrogou o prazo para recredenciamento de sistemas fotovoltaicos com inversores importados no programa Finame, de financiamento.
Esse período de transição para recredenciamento de produtos por fabricantes e empresas foi um pedido da Absolar (Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica).
Segundo comunicado do BNDES feito na semana passada, o prazo foi prorrogado por 180 dias para produtos constantes do Credenciamento Finame (CFI). A medida vale para os produtos com data de validade prevista para março, abril, maio e junho de 2020.
O Finame é um financiamento para produção e aquisição de equipamentos por meio do Sistema BNDES, conforme já informou a We Brazil Energy neste blog. Confira aqui.
“Cumpre salientar que os processos de credenciamento e recredenciamento continuam sendo analisados pela equipe do BNDES, sendo possível receber a qualquer tempo novas solicitações”, diz o comunicado.
O processo de credenciamento de Fornecedores e Produtos no CFI do BNDES é todo realizado na plataforma Portal CFI. O site fornece o passo a passo desse processo e demais informações.
A disparada do dólar este ano, devido a temores sobre o avanço do Coronavírus e outras variáveis econômicas, preocupa autoridades do setor elétrico e pode provocar aumentos nas contas de luz em parte do país.

Isso porque a energia produzida pela maior usina hidrelétrica brasileira – a de Itaipu – é cotada em dólar, segundo informações do portal “G1”. Itaipu é, atualmente, responsável por 10% da demanda nacional de energia.
Uma das metas do país no setor elétrico é reduzir a dependência hidrelétrica e diversificar sua matriz energética. E a energia solar é uma das grandes opções (por ser de fonte renovável, mais econômica e de custos menores de manutenção). Pelo Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE), o governo espera quadruplicar a participação do setor fotovoltaico na rede em dez anos. Para o consumidor comum, essa opção pode significar redução de até 95% no valor da conta de luz.
Efeitos No início de março, a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) aprovou reajuste da tarifa da distribuidora Light, que atende parte do Rio de Janeiro. Dos 6,21% de reajuste, em média, 1,77 ponto percentual se deveu à alta de energia em Itaipu. Concessionárias das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste compram energia de Itaipu, e podem ser afetadas. Ao “G1”, o Ministério de Minas e Energia informou que pode adotar medidas para frear essa possível alta nas contas, com mitigação de impactos para as concessionárias em outros gastos de produção. Segundo o ministério, os efeitos do dólar não são imediatos para os consumidores: só poderá acontecer após revisão tarifária anual de cada distribuidora. A cotação em dólar na usina também deve ser revista junto ao governo do Paraguai (parceiro na hidrelétrica), mas isso pode demorar alguns anos. No site da Aneel, há tabelas mostrando a evolução dos custos de produção que impactam para as distribuidoras. No item “Índice de Reajuste de Tarifas Residenciais”, a tabela mostra aumento de 85% nesses custos a partir de 2013.
Desde 2013, as altas de custos de produção foram constantes, devido a fatores como a crise hídrica enfrentada pelo país. A tabela não reflete as tarifas aplicadas ao consumidor final, já que isso requer uma média de várias distribuidoras e também incluiria impactos inflacionários. Veja imagem da tabela abaixo:

FONTE: G1 e Aneel
O setor fotovoltaico brasileiro já avalia os efeitos econômicos da pandemia da Covid-19 pelo mundo e busca estratégias para se adaptar ao novo cenário. É o que aponta pesquisa da consultoria especializada Greener. Dos participantes do questionário, 79% informaram que adotaram home office para grande parte das ações, por exemplo, e 19% pretendem fazer isso. O levantamento foi feito entre os dias 14 e 24 de março, com 541 empresas do segmento, de todas as regiões do país, e mapeou os principais desafios deste momento. Um deles, apontado por metade dos ouvidos, é o de tentar superar os impactos da variação do dólar no valor dos equipamentos importados.
Sugestões
Além do home office, para segurança dos funcionários nas funções em que isso é possível, a Greener ainda sugere às empresas dos vários ramos da cadeia fotovoltaica:

√ Identifique os principais riscos e trace alternativas para mitigá-los;
√ Mapeie os custos fixos e variáveis da empresa, buscando otimizar gastos;
√ Negocie prazos e condições de pagamento;
√ Em projetos de longo prazo (grande porte), os maiores desembolsos podem ser flexibilizados em busca de um melhor momento de mercado,
√ Verifique com seu fornecedor eventuais problemas de abastecimento que ele possa ter;
√ Fortaleça sua marca: aproveite o momento para inovar sua comunicação;
√ Busque formas de apoiar seu público;
√ Fortaleça seu time: invista em treinamentos, deixe sua equipe mais eficiente para o pós crise;
√ Na menor suspeita de contaminação, deixe o colaborador em quarentena: é melhor um infectado do que toda a equipe.
Mais dados
Ainda em relação às preocupações, 71% das empresas participantes alegaram já ter perdido algum negócio durante a pandemia e 83% notaram alguma redução na procura por projetos. Segundo a Absolar (Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica), porém, mesmo com a atual crise, a projeção para o segmento continua sendo de crescimento este ano no país, ainda que em ritmo menor. É importante ressaltar que a energia solar gera redução de até 95% nos valor da conta de luz e sua instalação pode ser uma boa alternativa em momentos de crise.
FONTE: WEBRAZIL
A Geração Distribuída (GD) fotovoltaica manteve tendência de crescimento no Brasil entre o final de 2019 e os primeiros meses deste ano. Em março último, atingiu a marca de 200 mil sistemas conectados em residências, comércios, indústrias, propriedades rurais, prédios públicos e pequenos terrenos no país.
A informação foi divulgada pela Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), com base em dados da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica).
A medição ocorreu pouco antes da pandemia da Covid-19 chegar oficialmente ao país. Ainda assim, pela economia que proporciona nas contas de luz, a Absolar sustenta que a energia fotovoltaica – GD para pequenas e grandes empresas, ou mesmo sistemas menores para uso residencial – continua atrativa.
Além da marca de 200 mil unidades, a GD também já superou 2,3 gigawatts (GW) de capacidade instalada em todo o território nacional. São, segundo a Absolar, R$ 11,9 bilhões de investimentos acumulados nesses sistemas desde 2012.
A chamada GD é uma categoria viabilizada por sistemas de micro e minigeração para abastecer residências, indústrias e serviços. Essa geração pode ser compartilhada na rede elétrica e ter seu volume excedente (não usado) posteriormente abatido da conta de luz do responsável.
Cenário internacional
Apesar de comemorar a marca, a entidade ressalta que o país ainda tem muito a avançar na área. Mesmo tendo potencial enorme para aproveitamento de radiação solar, ele ainda está atrás de países como Austrália, China, EUA e Japão, que já ultrapassaram 2 milhões de sistemas solares.
Economia
Em matéria divulgada no site da Absolar, o presidente do Conselho de Administração da entidade, Ronaldo Koloszuk, ressalta as diversas possibilidades de investimento e o bom retorno que a energia solar proporciona em termos econômicos. Muitas vezes, o valor economizado na conta de luz abate o valor da parcela do financiamento.
“Há no País mais de 70 linhas de financiamento que permitem adquirir a tecnologia fotovoltaica com quase nenhum aporte, além de possuírem taxas a 0,8% ao mês, o que viabiliza a instalação”, diz Koloszuk.
Acordo insere equipamentos de geração no programa Mais Alimentos; Produtores terão crédito diferenciado
A partir de hoje, pequenos produtores de agricultura familiar e assentados da reforma agrária podem financiar os equipamentos para produção de energia eólica e solar pelo programa Mais Alimentos, uma linha de crédito do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) para dar subsídios a infraestrutura produtiva.
A assinatura do termo de cooperação foi feita nesta quarta-feira (25), em Brasília, entre a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), a Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica) e o Ministério do Desenvolvimento Agrário. As energias solar e eólica estão inseridas nas chamadas fontes de energia renováveis, que representaram no ano passado 41% da matriz energética brasileira.
O ministro do Desenvolvimento Agrário, Patrus Ananias, celebrou o acordo e lembrou que o Brasil é um país rico em recursos naturais, necessários para o desenvolvimento nacional. “A integração dos equipamentos no Mais Alimentos é mais um avanço na agricultura familiar”, disse o ministro.
Ao adquirir os equipamentos de geração de energia por meio do programa, os agricultores familiares financiam o material com condições de crédito diferenciada do mercado. Para o diretor executivo da Absolar, Rodrigo Sauaia, o acordo irá diminuir a principal dificuldade hoje do pequeno consumidor, justamente o investimento inicial nos equipamentos de energia solar fotovoltaica.
“O investimento é quase todo no início, porque a vida útil das placas fotovoltaicas é de 25 anos, com pouca manutenção. Com o acordo, esperamos ter mais geração de energia no campo, trazer produtividade e agregar valor para os pequenos agricultores”, disse.
A presidente executiva da ABEEólica, Elbia Melo, ressalta que uma das principais características da energia eólica, além da produção limpa de energia, é justamente agregar valor e gerar outra fonte de renda para os estados produtores.
“No Rio Grande do Sul, os parques eólicos continuam produzindo arroz e criando gado, mas agora com a renda extra do arrendamento das máquinas. O efeito multiplicador das energias renováveis vai além do contexto energético, tem o impacto social”, completa. Segundo ainda a presidente executiva, somente a energia eólica gerou 40 mil postos de trabalho relacionados a produção dos equipamentos, manutenção e seu funcionamento.
Fonte: Portal Brasil
A maioria das pessoas vê a Apple como uma fabricante de smartphones, tablets e computadores, e não como uma fornecedora de energia elétrica.
Mas esse conceito passou a mudar em agosto, quando a gigante do Vale do Silício conseguiu autorização para comercializar a energia gerada a partir de uma usina solar na Califórnia, adquirida pela empresa no ano passado.
A Apple já investiu em energia renovável em outras ocasiões e afirma que seu principal objetivo é fazer com que todas as suas operações sejam realizadas usando energia 100% originada de fontes renováveis.
Outra gigante da tecnologia, a Amazon, acaba de anunciar a construção de uma nova usina de energia eólica com capacidade de 253 megawatts no oeste do Texas.
Já o Google tem investido no Sistema de Geração de Energia Solar Ivanpah e recentemente seu uniu à empresa SunPower para oferecer painéis solares para casas.
Interesses próprios
Mas por que essas empresas estão tão interessadas em energia renovável?
“Nessas grandes corporações, a eletricidade é uma de suas principais despesas”, afirma Ash Sharma, analista de energia solar na IHS Technology. “Manter esse custo a um preço baixo é crucial para elas.”
Hoje em dia, centros de processamento de dados consomem uma enorme quantidade de energia. Além de ter que manter os servidores em funcionamento 24 horas por dia, 7 dias por semana, os equipamentos precisam ser conservados a uma baixa temperatura – algo que, por si só, já representa um alto custo.
E por que o Google tem interesse em vender painéis solares para residências?
A empresa afirma que quer mapear “o potencial solar do planeta” – dados emitidos a partir desses painéis, inclusive a captação, poderiam fornecer informações sobre futuras estratégias de energia.
Popularização da energia solar
O preço da energia solar vem caindo mais rapidamente do que alguns especialistas previam.
Em um leilão de energia em Abu Dhabi, em setembro, um consórcio sino-japonês prometeu construir uma usina solar que poderia produzir energia a menos de 2,5 centavos de dólar por quilowatt/hora – bem menos do que o preço médio da energia proveniente do gás e do carvão nos Estados Unidos, e a promessa mais barata em termos de energia solar já feita.
Sharma acredita que a queda no preço está fortemente relacionada a um boom na fabricação de painéis solares.
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“A China aumentou de maneira gigantesca sua capacidade de produção e hoje responde por cerca de 80% de todos os painéis solares fabricados no mundo”, explica o analista.
Conforme o custo de construção de usinas solares cai, o mundo vem assistindo a uma multiplicação de megainstalações.
Segundo Sharma, há poucos anos um projeto de 50 megawatts teria sido considerado algo grandioso. Mas agora, há várias plantas prontas para produzir centenas de megawatts ou mais.
Entre elas está a maior usina do mundo, capaz de produzir 750 megawatts e localizada em Madhya Pradesh, na Índia. Ela foi batizada de Rewa Ultra Mega Solar e deve ser concluída no ano que vem, de acordo com as autoridades do país.
Preços em queda
Além desses megaprojetos, novas pesquisas promissoras para melhorar as células de captação solar estão sendo realizadas.
Alguns painéis novos usam materiais sintéticos que imitam a estrutura cristalina do mineral perovskita – isso barateia a fabricação das células e deve aumentar a eficiência dos painéis.
A energia solar responde por apenas 1% do total de recursos energéticos mundiais. Mas o aumento contínuo em seu fornecimento deve fazer esse número mudar em breve.
Sharma acredita ainda que as mudanças também terão um impacto duradouro sobre os preços. Sua empresa, a IHS Technologies, estima que o custo da energia solar deve cair “cerca de 30%” no ano que vem.
As gigantes do Vale do Silício estão entre as maiores e mais poderosas corporações do mundo. Por isso, não é de se surpreender que elas estejam enveredando para o ramo da energia – sabem bem que tudo o que produzem depende disso.
Fonte: BBC
O aumento da utilização dos sistemas fotovoltaicos no Brasil é algo que chama a atenção. A prática é cada vez mais difundida, notadamente, em prédios novos, que podem incluir a medida no momento do projeto. No entanto, proprietários de edificações mais antigas, como igrejas (principalmente as evangélicas), teatros, hotéis e residências, também têm demonstrado interesse em instalar os painéis que aproveitam a radiação solar para gerar energia elétrica.
A energia solar está na moda atualmente no País. No caso de construções mais velhas, é necessário tomar alguns cuidados para implementar um arranjo fotovoltaico nos telhados. É preciso checar se a estrutura e o madeiramento estão em boas condições e se irá alterar a fachada do prédio. Além de levar em conta o peso estático do próprio dispositivo, o instrutor técnico lembra que se deve considerar o peso dinâmico, com a ação do vento.
Os valores de um sistema fotovoltaico variam, mas Souza informa que o custo médio da instalação de 1 Watt Solar é em torno de R$ 10,00. Para atender a uma residência que possui um consumo médio de 300 kWh ao mês, a estimativa é que seja necessário um investimento de R$ 20 mil a R$ 30 mil.
A micro e minigeração de energia feita por pequenos geradores (baixa tensão, como residências e comércios) através de dispositivos como painéis fotovoltaicos ou de aerogeradores de menor porte têm registrado um crescimento vertiginoso. Segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), em agosto, o Brasil superou a marca de 5 mil conexões (5.040) desse tipo de geração à rede de distribuição, contra 1.148 ligações em setembro do ano passado. Na ocasião, o Rio Grande do Sul era o terceiro estado do País com mais instalações (564 – contra 111 registradas em setembro de 2015), atrás somente de Minas Gerais (1.226) e São Paulo (711). Do total das instalações no Rio Grande do Sul, 555 aproveitavam a fonte solar.
Fonte: Jornal do Comércio
O Brasil procura atrair investimentos japoneses para desenvolver suas indústrias da energia solar e do carro elétrico, entre outros assuntos tratados nesta terça-feira por ministros brasileiros e empresários japoneses em encontro realizado em Tóquio.
Assim explicou nesta terça-feira à Agência Efe o ministro brasileiro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, após participar de um seminário com empresas e entidades japonesas organizado no marco da primeira viagem oficial ao país asiático do presidente do Brasil, Michel Temer.
O ministro insistiu em oferecer às empresas e instituições japonesas uma imagem de “capacidade de resolver problemas” e de “diferença com o passado”, desde que Temer assumiu de forma definitiva a presidência do Brasil no final de agosto.
“Conseguimos atravessar uma crise política de maneira sóbria e avançamos no equilíbrio das contas públicas. No futuro voltaremos a retomar o crescimento, e para isso contamos com empresas brasileiras e estrangeiras”, afirmou o ministro.
O responsável de energia expôs às companhias japonesas as “grandes oportunidades de investimento” no Brasil graças a seus “privilegiados recursos energéticos do ponto de vista hídrico, eólico e solar, e também para energia térmica e nuclear”.
O Brasil “que ampliar sua matriz energética nas renováveis”, e neste sentido “o Japão tem valiosa tecnologia e experiência para fornecer, sobretudo quanto à energia solar”, disse Coelho, que esteve acompanhado no ato pelos ministros de Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Marcos Pereira, e de Transporte, Mauricio Quintella.
Apesar do alto potencial brasileiro de geração energética solar, este setor “não está suficiente desenvolvido e começa a suscitar interesse de empresas estrangeiras”, e neste sentido “o Japão poderia ajudar a conseguir um rápido crescimento”, segundo o ministro.
A tecnologia do carro elétrico, na qual a indústria japonesa é líder, é outro dos setores que o Brasil aspira desenvolver com a ajuda de empresas japonesas que já contam com fábricas no país como Toyota, Honda e Nissan.
“O Brasil é uma potência na geração de biocombustíveis, mas o carro elétrico tomou muita força e nesse sentido o Japão tem muito a fornecer”, disse o ministro.
No seminário realizado hoje em Tóquio também foram tratadas oportunidades de investimento em outros setores designados como “prioritários” pelo Executivo brasileiro, como os do petróleo e do gás, assim como da mineração e da construção de aeroportos e ferrovias.
No ato estiveram presentes empresas como o grupo Mitsui, Mitsubishi e Nissan, assim como algumas das principais entidades comerciais e conglomerados financeiros japoneses, e responsáveis da Agência japonesa de Cooperação Internacional (JICA) e do Ministério da Economia, Comércio e Indústria (METI).
“Queremos aumentar a participação das empresas que já estão instaladas no Brasil, e atrair os investimentos de outras que ainda não entraram”, ressaltou Coelho, que também apontou a “prudência” que costuma caracterizar as companhias japonesas.
Deste modo, o governo quer aumentar o volume de investimentos japoneses no Brasil, que chegou a US$ 2.516 bilhões em 2013, segundo os últimos dados do Executivo japonês.
A agenda da delegação ministerial brasileira inclui outros encontros com representantes políticos e do setor privado japonês durante hoje e amanhã, enquanto o presidente se reunirá na quarta-feira com o imperador japonês, Akihito, e com o primeiro-ministro, Shinzo Abe.
A visita oficial de Temer é a primeira de um chefe de Estado brasileiro ao Japão desde 2008 e ocorre após o cancelamento de duas viagens previstas em 2013 e 2015 por sua predecessora no cargo, Dilma Rousseff, devido a problemas internos.
Fonte: UOL Economia